Mostrando postagens com marcador trombose venosa profunda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trombose venosa profunda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Riscos da cirurgia plástica em hospital e ambulatório.




Pacientes hospitalizados submetidos à cirurgia não são os únicos em risco de sofrer com doenças de coagulação perigosas. Pacientes submetidos a procedimentos ambulatoriais também estão em risco.
Mais de 60% dos procedimentos cirúrgicos nos EUA são realizados em ambiente ambulatorial.

Os pacientes não são muitas vezes alertados para o risco de coágulos perigosos no sangue que poderiam tornar-se livres  e viajar pelo corpo para obstruir artérias pulmonares, causando uma embolia potencialmente fatal.

Pergunte ao seu médico sobre os riscos de coágulos sanguíneos.

Christopher J. Pannucci, MD, principal autor do estudo e um residente na Universidade de Michigan da Seção de Cirurgia Plástica, disse que a cirurgia ambulatorial foi usado uma vez apenas para procedimentos simples, mas que agora inclui os procedimentos que vão desde a cirurgia plástica para operações de câncer e cirurgia ortopédica . Ele observou que nem todos os pacientes são jovens e saudáveis.

Ele descobriu que um em cada 84 dos pcientes de alto risco de cirurgia ambulatorialpodem  sofrer com coágulo de sangue potencialmente mortal após o procedimento.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que, apesar da presença de fatores de risco para um coágulo de sangue, menos de 50% dos centros ambulatoriais têm orientações de prevenção no local.
Durante os investigadores do estudo, foram analisados mais de 200.000 cirurgias ambulatoriais realizadas em uma variedade de centros médicos em todos os EUA incluídos no American College of Surgeons cirúrgica.

Embora os pacientes que se submetem à cirurgia em veias ou cirurgia artroscópica sejam  bem conhecidos para se ter um risco aumentado de coágulos de sangue, os pesquisadores descobriram que a maioria dos pacientes apresentavam múltiplos fatores que poderiam aumentar o risco de coágulos sanguíneos. Esses fatores incluem idade, tempo e tipo de cirurgia, comprimento de membro e as pacientes que estavam grávidas no momento da operação.

Os investigadores usaram os resultados para criar e validar uma ferramenta de estratificação de risco que poderiam prever melhor as probabilidades de um paciente que sofre com um coágulo de sangue. A ferramenta pode ser usada para identificar um risco entre 0,04% e 1,12%.

"Esses dados vão em forte contraste com as expectativas do paciente de que a cirurgia ambulatorial é um evento de baixo risco", disse Dr. Pannucci. "Ele também ressalta a importância de avaliar os fatores de risco individuais de um paciente “. O estudo foi publicado recentemente na revista Annals of Surgery.
Todos os anos nos Estados Unidos, entre 300.000 e 600.000 pessoas vão desenvolver uma trombose venosa profunda (TVP), e cerca de um em cada oito destes pacientes vai continuar a desenvolver uma embolia pulmonar (PE).

TVP é a formação de um coágulo de sangue em veias profundas das pernas ou da pélvis. Isto muitas vezes ocorre como um resultado de imobilidade (viagens de avião, reposuo em cama prolongado, etc) combinado com vários outros factores de risco que causam um estado chamado de hipercoagulabilidade, ou a tendência de aumentar a  coagulação do sangue (tabagismo, cirurgia recente, estrogénio / controle da natalidade, doença cardíaca, câncer, obesidade e idade avançada).

É importante que todo cirurgião plástico e paciente que deseja ser submetido à cirurgia saibam dos riscos da TVP e EP, assim como as principais medidas para prevenir sua ocorrência. 

domingo, 23 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM DR. WULKAN NO PORTAL IG SAÚDE- O QUE PODE DAR ERRADO NA CIRURGIA PLÁSTICA

Prezados pacientes:

Segue a minha entrevista de hoje publicada no Portal Ig Saúde sobre possíveis intercorrências de cirurgia plástica e dicas de como minimizar suas ocorrências.

---

O que pode dar errado na cirurgia plástica


Riscos e resultados dos procedimentos muitas vezes independem da perícia do médico. Saiba quais são e como minimizá-los


É sempre válido corrigir ou melhorar algum aspecto físico que está afetando a auto-estima. No entanto, quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica, seja ela reconstrutiva ou estética, precisa estar ciente de que nem sempre o resultado final é o desejado.
Mesmo tomando o cuidado de realizar o procedimento com um cirurgião plástico experiente, por vezes, o organismo reage diferente do esperado, transformando o sonho de um corpo mais bonito num verdadeiro desastre estético.
“Sempre pergunto aos meus pacientes se eles me procuraram por uma questão de momento ou se é algo que incomoda há tempo. Plástica não pode ser algo de momento. É preciso avaliar se os benefícios serão maiores do que os riscos. Quando não são, oriento a pessoa a pensar melhor” diz o cirurgião plástico Marcelo Wulkan, de São Paulo. Cerca de 30 %, diz ele, não voltam porque pensaram melhor ou porque encontraram outro profissional que aceitou fazer o procedimento sem questionar isso.
Consultar um profissional habilitado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), analisar os potenciais riscos durante e depois da operação, fazer todos os exames necessários e, principalmente, pesar os prós e contras da cirurgia são etapas que devem ser seguidas à risca antes de partir para o procedimento, recomenda o cirurgião Luciano Chaves, vice-presidente da SBCP. Ter o apoio da família é outro cuidado que pode ajudar a diminuir os riscos de problemas depois da cirurgia.
“Tem pacientes, especialmente mulheres, que fazem plástica à revelia da família sem ter em mente que o pós-operatório é um período delicado, com limitações, e que precisa ser enfrentado com apoio de quem está mais próximo. A pessoa fica mais dependente e precisa de alguém por perto para ajudar na rotina” diz Chaves.
Durante e logo após a cirurgia, os riscos mais imediatos – e que independem da ação do médico – são as reações à anestesia e os sangramentos. Infecções são eventos mais raros, mas também podem acontecer, diz Wulkan.
Alguns problemas podem aparecer certo tempo depois de feito o procedimento: cicatrizes de má qualidade, como as quelóides e as hipertróficas (com aspecto feio, alargado, espesso e, às vezes, doloroso) são mais frequentes em negros e asiáticos mas também podem estar presentes em qualquer pessoa, especialmente em áreas como o lóbulo da orelha e a região entre as mamas.
Muitas vezes dá para prever como será a cicatrização com base em uma análise da pele e dos hábitos de vida do pacientes. Quem fuma, alerta Wulkan, provavelmente terá problemas de cicatrização. Pessoas com estrias também podem não ter um bom resultado.
“As marcas das estrias na pele já são um indicativo de que ela não tem uma boa capacidade de retração. É importante sempre informar isso ao paciente para evitar frustração com os resultados” explica Wulkan.
Na colocação de implante de silicone um problema imprevisível é a rejeição da prótese pelo organismo, gerando o que os médicos chamam de contratura capsular, uma condição que ocorre em cerca de 3% das mulheres no período de um ano. Em alguns casos, explica Wulkan, é necessário retirar e trocar a prótese. Tanto na cirurgia de redução quanto na de aumento, também pode haver perda (temporária ou até permanente ) de sensibilidade nas aréolas.
Outro imprevisto comum da cirurgia plástica é o acúmulo de líquido na região lipoaspirada. Esse líquido, explica Wulkan, pode ser retirado no consultório com a ajuda de uma seringa ou é absorvido pelo corpo em algumas semanas. Já nas plásticas feitas no abdome um efeito inesperado bem frustrante para o paciente é a distorção no umbigo.
“Toda cicatriz em região de orifícios, como é o caso do umbigo, pode ficar com o tamanho menor do que o usual. Além disso, o umbigo pode ficar com o aspecto irregular”, explica o cirurgião.

Veja como você pode ajudar a reduzir os riscos de um resultado inesperado na cirurgia plástica:

• Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento
• Se você é mulher, evite a pílula um mês antes da cirurgia, especialmente se o procedimento for durar mais do que 4 horas (ela aumenta o risco de trombose venosa profunda, uma condição potencialmente fatal)
• Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia
• Se toma isotretinoína (para acne) pare com o medicamento três meses antes da cirurgia e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (a medicação pode prejudicar a cicatrização no pós operatório)
• É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas
• Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação
• Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)
• Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se está pode se submeter ao procedimento
• Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência